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Cresce o nº de mortes nas rodovias federais no Ceará em 2014, diz PRF

Número de acidentes reduziu entre 2013 e 2014, mas o de mortes cresceu.
Segundo a PRF, 32% dos acidentes são causados por falta de atenção.


O número de acidentes no Ceará reduziu em 2014 em relação ao ano anterior, mas o mesmo não aconteceu com o número de mortes em decorrência de acidentes nas estradas federais. Enquanto o total de acidentes caiu de 3946 para 3777 entre 2013 e 2014, o número de mortes subiu de 233 para 291. Os dados são do balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal nesta segunda-feira (9).

O número de acidentes com pessoas feridas sem vítimas fatais também reduziu no mesmo período, de 1536 para 1465, no Ceará.

No país, o estudo aponta queda nos números de mortes e de acidentes nas rodovias brasileiras em 2014, quando comparados aos de 2013. Foram 8.227 óbitos no ano passado contra 8.425 no ano anterior – redução de 2,3%. Já os acidentes passaram de 186.698 em 2013 contra 168.593 em 2014 – diminuição de 9,6%.

Enquanto isso, segundo a corporação, a frota nacional cresceu. Em 2013, o Brasil contava com 81,6 milhões de veículos em circulação. Já em 2014, 86,7 milhões. Desde 2003, a frota aumentou 136%.

A polícia afirmou que a maior parte das colisões são causadas por falha humana, como falta de atenção (32%), dirigir em velocidade maior do que a permitida para a via (20%) e ultrapassagens indevidas (12%). A colisão traseira representa a maioria dos acidentes, porém, não é a mais letal. O tipo que mais mata nas estradas brasileiras são as batidas frontais e os atropelamentos, disse o órgão.

Ainda de acordo com o balanço, as batidas acontecem mais às sextas, aos sábados e domingos. Já a maioria das vítimas fatais tem entre 25 e 38 anos. Em relação às mortes, 57% das ocorrências registraram óbito do motoristas, 28% dos passageiros e 25% dos pedestres.

A PRF disse que 73% dos acidentes e mortes nas estradas do país ocorrem em retas. Para o coordenador da operação Rodovida, o inspetor Stênio Pires, quando a batida é causada por falha humana, o motorista geralmente já está cometendo alguma infração.

"Aquele condutor, antes do acidente, cometeu uma infração de trânsito por falta de atenção ou excesso de velocidade ou desobediência à sinalização. Eles são fatores humanos que mais causam acidentes. O número de mortes ainda é muito alto, e a PRF continua trabalhando para reduzir esses números", disse.

Já 53% dos acidentes acontecem em zonas urbanas, mas 70% do total de mortes acontecem em zonas rurais, onde são mais comuns as colisões frontais, com maiores índices de vítimas.

O balanço mostra ainda que a maior parte dos veículos envolvidos em batidas são carros, seguidos por caminhões-trator, caminhões e motocicletas. Mesmo assim, os primeiros e os últimos são os líderes em fatalidades.

Outros dados
No último ano, a polícia fiscalizou 7.263.051 pessoas e realizou 1.529.396 testes do bafômetro para verificar a quantidade de álcool ingerida por condutores. Destes, 34.281 foram multados e 8.461, presos por embriaguez ao volante.

Ao longo de 2014, a PRF apreendeu 168,7 toneladas de maconha, 7,8 toneladas de cocaína e 815 kg de crack nas estradas federais pelo país. Cerca de 24,5 mil pessoas suspeitas de praticar crimes foram presas.

Animais silvestres também tiveram grande número de apreensão. Somente no Rio Grande do Norte, 5.140 bichos foram recolhidos. Na Bahia, 2.899 animais e em Pernambuco, 2.411.
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