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Com dólar alto, acabou-se o que era doce

Nos últimos meses, o dólar turismo registrou elevação de quase 30% e vem desestimulando as compras dos brasileiros no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Dados do Banco Central (BC) indicam que foram realizadas despesas de viagens internacionais no valor de US$ 2,1 bilhões em outubro de 2014. Em fevereiro deste ano, com os reflexos da elevação cambial, o valor caiu para US$ 1,4 bilhão, registrando índice negativo de 30,5%.

“Se tivesse que comprar o enxoval da minha filha, hoje diminuiria muitos itens da lista”, comenta a advogada Luiza Magdalena Castro, que viajou aos Estados Unidos após realizar pesquisa de preços no Brasil. Na época, com o dólar turismo em torno dos R$ 2,20 para compra, Luiza procurou por carrinho, bebê conforto e desmamador elétrico. A economia passava dos 100%. “Optei pelo custo-benefício e viajei com meu marido. Entre roupas, utensílios de higiene e brinquedos, foram mais de 100 itens”. Desembolsaram US$ 2,9 mil.

“Aqui gastaríamos mais de R$ 10 mil”, analisa.
Segundo Alisson Martins, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), existem alguns produtos no exterior que ainda têm vantagens, principalmente os de vestuário.

“Já os eletrônicos não apresentam os mesmos benefícios dos meses passados”. A empresária Lídia Castelo Branco, que retornou de viagem no último dia 20, confirmou a análise quando pesquisou valores da Apple TV. “Sai quase o mesmo investimento e aqui pode ser parcelado. Não está valendo a pena”.

Lídia costuma fazer as compras da família fora do País, pois viaja entre cinco e seis vezes ao ano para Flórida (EUA). “Por ter imóveis lá desde 2011, compro pouco aqui”. Com a alta do dólar a empresária que utiliza o cartão de crédito para comprar mudou seus hábitos. “Nessa última viagem não trouxe quase nada. Apenas uma mala”. Entre os itens que não abre mão, estão os artigos de decoração para casa.

Já uma comerciante que traz mercadorias para revender em Fortaleza, que prefere não ser identificada, a situação é diferente. “Ainda não viajei esse ano. Estou aguardando o dólar estacionar”. Anualmente, ela visita a Flórida quatro vezes e traz na bagagem relógios, perfumes, bolsas e roupas. “Trago um pouco de tudo”. Sua última viagem aconteceu em outubro. Com a alta volatilidade do câmbio, uma opção para quem já tem viagem comprada é adquirir a moeda estrangeira de forma parcelada, sugere o presidente do Corecon-CE. Dessa maneira, é possível minimizar perdas em relação ao preço da cotação do câmbio. Entre outubro de 2014 e março de 2015 a variação foi de 29,5%.

Fonte: www.opovo.com.br
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