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Morre o segundo operário vítima do desabamento de laje em prédio

Juvandir José do Nascimento teve traumatismo craniano e estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Institudo Doutor José Frota (IJF) desde a segunda-feira (2).

Morreu na manhã desta quarta-feira (4) o segundo operário vítima do desabamento em uma das varandas do Edifício Versailles, no Meireles. Juvandir José do Nascimento tevetraumatismo craniano e estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Institudo Doutor José Frota (IJF) desde a segunda-feira (2), quando houve a queda da laje. O outro operário ferido, o mestre de obras Raimundo José do Nascimento, era irmão de Juvandir e já recebeu alta.

>Estrutura é comprometida e há riscos de mais desabamentos

Na próxima sexta-feira (6), a Defesa Civil irá entregar ao síndico do condomínio um relatório orientativo, indicando tudo o que precisa ser feito para resolver os problemas estruturais encontrados na vistoria feita na terça-feira (3). No mesmo dia, foi constatado que a edificação está totalmente comprometida e há risco de novos desabamentos e o responsável pela administração foi notificado a realizar reparos emergenciais na área onde houve o desabamento.

Somente quando os reparos forem totalmente concluídos a interdição terminará e os moradores poderão retornar a suas resudências. “O lugar segue interditado até serem concluídos todos os estudos e feitos os procedimentos dos reparos. Só aí estará liberado para o retorno dos moradores”, disse o coordenador especial de Proteção e Defesa Civil de Fortaleza, Cristiano Ferrer. Como se trata de um edifício particular, o documento será entregue diretamente ao síndico e caberá a ele divulgar ou não as orientações.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE) também está elaborando um laudo que irá apontar as causas do desabamento. Apesar do prazo para estes estudos ser de um mês, o presidente da entidade, Victor César da Frota Pinto acredita que o documento deverá estar pronto em menos de duas semanas. “Na portaria a gente sempre concede 30 dias, porque há fatos que demandam investigação, mas até o fim desta semana ou inicio da outra queremos entregar o laudo e dar os esclarecimentos totais”, afirmou.

Segundo ele, o texto apontará o fato gerador do ocorrido. “É um trabalho técnico, que consiste no fato relevante que leva a chegar onde chegou”, explicou. Mas a gente já sabe que foi a falta de uma manutenção preventiva ao longo dos anos que levou a isso”, completou.

O prédio, construído há mais de 30 anos teve fissuras detectadas no último fim de semana. As rachaduras constatadas pelos moradores, segundo os vizinhos do prédio, atingiam principalmente as varandas. O síndico buscou resolver a situação e acionou um engenheiro civil ainda não identificado. Após avaliar a estrutura, foi determinado o procedimento de escoramento das vigas, iniciado pelos três operários que se acidentaram.
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