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CASO LEWDO.. Delegado conclui que esposa do subtenente matou o filho

Com os resultados dos laudos periciais da segunda reconstituição da morte de Lewdo Ricardo Coelho Severino, 9, ocorrida no dia 11 de novembro de 2014, o delegado Wilder Brito concluiu que a mãe do garoto, Cristiane Renata Coelho Severino, foi a autora do crime. Segundo o presidente do inquérito, os indícios sobre a autoria foram ficando mais fortes ao longo das investigações e agora não resta nenhuma dúvida da autoria sobre a materialidade do homicídio.

O titular do 16ºDP (Dias Macêdo) afirmou que a parceria com a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) foi muito importante, porque comprovou diversas suspeitas que a Polícia tinha. Wilder Brito disse que as pesquisas feitas por Cristiane Coelho, que haviam sido apagadas dos arquivos do notebook dela, foram recuperadas pelos peritos e anexadas ao inquérito. "Ela pesquisou sobre como matar uma pessoa envenenada, pesquisou sobre veneno para rato e depois apagou tudo do computador".

Conforme Brito, as duas reconstituições serviram para esclarecer a dinâmica do crime, que para ele agora está elucidado. "A criança foi envenenada primeiro; ela colocou 'chumbinho' no sorvete de morango que ele gostava. Depois deu o popular 'Boa noite Cinderela' no marido, colocando Rivotril em uma taça de vinho que ele tomou. Nas taças seguintes ela colocou veneno. O militar foi envenenado gradativamente naquela noite", declarou Brito.

As marcas que Cristiane Coelho apresentou dizendo que havia sido espancada pelo marido, foram produzidas por ela mesma com um cinto, segundo o delegado. Além disto, Wilder Brito contou que em nenhum momento ela ingeriu remédios controlados, como afirmou durante seus depoimentos. "Ela viu tudo. Assistiu à morte do filho e ainda simulou que estava passando mal, para não estar no local na hora que a criança morresse. Esse seria o álibi dela". Sobre as ligações que a suspeita fez à Polícia, Wilder Brito disse que sempre desconfiou.

"Quem precisa de socorro não chama a Polícia, chama o Samu. Em nenhum momento ela disse que estava precisando de ajuda neste sentido, só dizia que o filho estava morto e ela tinha sido espancada pelo marido, que tentou se suicidar".

Prisão

O delegado declarou que neste momento, a mãe de 'Lewdinho' está na condição de indiciada, mas o inquérito ainda não está finalizado. "Eu ainda vou relatar o inquérito com minhas conclusões. Só depois disso, eu posso pedir a prisão dela".

Brito revelou que Cristiane Coelho tem estreitas ligações com parentes que moram no Rio de Janeiro e até na China e assumiu que existe a possibilidade de que ela fuja. Para ele, o crime foi planejado e executado porque ela queria ficar com o amante, que mora em Pernambuco, e com a pensão no caso de se tornar viúva de um militar.

O perito criminal Luiz Rodrigues, da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), disse que foi difícil montar um perfil da suspeita, por que ela mente com muita segurança. "Ela é dissimulada, ardilosa, muitíssimo inteligente. Tem a capacidade de formular muito rápido respostas e situações que não existiram".

O perito disse também que, caso o subtenente Fracilewdo Severino tivesse morrido, talvez Cristiane tivesse se safado de qualquer culpa. "Seria o crime perfeito, digno de um filme. Talvez ela nunca fosse apontada como autora", afirmou.

A suspeita disse a Wilder Brito que pretende escrever um livro sobre o caso. O advogado de Cristiane, Paulo Quezado, afirmou que ela estar na condição de indiciada não quer dizer que vá ser acusada pelo Ministério Público Estadual (MPE). "Eu ainda não tive acesso aos laudos. Vou estudá-los e fazer uma análise quando receber. Se o MPE denunciá-la vou montar uma estratégia de defesa", afirmou Quezado.

Alívio

Francilewdo Bezerra Severino, o pai de 'Lewdinho', afirmou que o resultado lhe trouxe alívio, mas não alegria. "A sensação é de alívio, porque todo mundo já sabe que é ela, mas isso não me dá alegria. Eu nunca fui o culpado. Eu sou a vítima que sobreviveu e meu filho foi a vítima que, infelizmente, faleceu".

O subtenente revela que nunca cogitou a hipótese de que a então esposa fosse capaz de cometer um crime grave. Severino diz que o que mais chamou a atenção dele foi a frieza de Cristiane. Para o militar, o que levou Cristiane a cometer o crime foi a vontade de viver como pensionista do Exército Brasileiro.

Com a conclusão do inquérito, o subtenente quer a guarda do filho mais novo e deseja ver a prisão da ex-esposa. Francilewdo Severino destaca que lhe foi negado enterrar o próprio filho e que faz cinco meses que não se encontra com o outro. "Meu direito de enterrar meu filho foi negado e meu outro filho também foi levado, estou há cinco meses sem vê-lo".

O subtenente diz ainda que todo esse processo é uma guerra e que ele venceu "apenas a primeira batalha".
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