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Parto normal apresenta menor risco de infecções para o bebê e para a mãe

Na 17ª matéria da série “Vida Saudável”, médico explica que o parto normal, agora incentivado pelo Governo Federal, é o ideal para a interação entre mãe e filho.

No fim do ano passado, o Governo Federal lançou uma campanha para o incentivo do parto normal. Após a medida adotada, alguns médicos reagiram de forma contrária, alegando que o procedimento deve ser realizado com a máxima segurança possível. Porém, para algumas mães, a forma de nascimento natural é a mais próxima do contato em companhia do bebê.

Segundo o ginecologista Elson Almeida, da rede de saúde Hapvida, qualquer mulher pode pensar em parto normal, a não ser em casos em que a futura mãe já tenha feito duas ou mais cesáreas anteriores ou que tenha alguma doença que a impeça. Mas o médico também alerta que, ao decorrer da gestação, podem aparecer problemas que prejudiquem a equipe médica de realizar o nascimento de um modo mais natural. Um exemplo é caso o bebê não esteja em uma posição favorável.

Mesmo os médicos alegando intervenções cirúrgicas, o parto normal contém vantagens. Uma delas é o menor risco de infecções, hemorragias e lesões de órgãos como bexigas, uretra, artérias e intestinos, juntamente com a diminuição dos medicamentos e o risco de trombose.

Dores durante o parto

Para não sentir dor durante o parto, Elson Almeida afirma que há “maneiras de combate” em favor da mulher. “Existe a opção do uso de anestesia local ou mesmo a raquianestesia, aquela aplicada nas costas apenas na hora do parto. Nos casos em que a equipe médica e a paciente optarem pelo uso de anestesia desde o trabalho de parto, será feita a peridural. Essa anestesia permite que a paciente fique sem dor, mas ainda possa manter sua movimentação para realizar as atividades propostas pela equipe e também ajudar a fazer força na hora certa”.

Ele também faz uma observação para as mulheres que não podem ou querem receber analgesia de parto através da peridural. “Podemos usar massagens, banhos de banheira e atividades como exercícios na bola”.

Estágios e recuperação

O nascimento de forma normal se divide em quatro fases: os chamados período prodômico, quando se iniciam as contrações; fase ativa de trabalho de parto, quando as contrações estão mais fortes e o colo do útero já se encontra com dilatação; período expulsivo, em que as contrações atingem a força máxima e a criança está prestes a nascer; e após o nascimento, quando a placenta deve sair e o sangramento diminuir.

Após a mãe ter o bebê, a recuperação é a mais rápida possível de acordo com o ginecologista. “As chances de surgirem hematomas e infecções na criança e na mulher são muito menores, pois o parto normal é o término natural de uma gravidez”.

Sintomas após o nascimento da criança

Ao nascer, a mãe pode ter hemorragia pela vagina e sentir desconforto diante do cansaço, além de inchaço nas pernas. Para Elson, as pessoas devem ter cuidado e ficar atentas à saúde da mãe. “Em casos raros, problemas como falta de ar, pressão alta, sangramento pode ocorrer, e isso demanda atendimento médico imediato. Esse tipo de emergência médica ocasionalmente acontece posteriormente aos dias e semanas que se seguem ao parto”.

Diante da raridade dos sintomas, o parto normal ainda continua sendo o que mais aproxima a criança da mãe, onde há mais intensidade e acolhimento.

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