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EI invade cidade síria de Palmira

Combatentes do Estado Islâmico entraram neste sábado (16) na histórica cidade de Palmira, na Síria, enquanto os Estados Unidos anunciaram a morte, na sexta-feira, de um dos líderes desse grupo em uma rara operação terrestre por parte das forças especiais americanas nesse país.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) garantiu que o EI está "com o controle da maior parte do norte de Palmira", após violentos combates com o Exército sírio.

Palmira é classificada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco, sigla em inglês). A cidade tem importância estratégica para os insurgentes, já que sua conquista pode abrir caminho para o deserto sírio, limítrofe com a província iraquiana de Al-Anbar.

Em sua ofensiva, nas últimas 48 horas, o EI já executou quase 50 civis, incluindo crianças, relatou o OSDH.

Mais ao leste, os Estados Unidos anunciaram que suas forças especiais conseguiram abater, na véspera, um dos dirigentes do grupo jihadista, além de terem capturado sua esposa. Esta é a primeira operação desse tipo tornada pública por Washington.

Segundo o Pentágono, o líder morto do EI ajudava diretamente nas operações militares do grupo e no tráfico de petróleo.

"As forças americanas com base no Iraque lançaram uma operação no leste da Síria para capturar um alto dirigente do EI conhecido como Abu Sayyaf e sua mulher, Umm Sayyaf", anunciou neste sábado a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Bernadette Meehan.

Abu Sayyaf, explicou a porta-voz, era um integrante de alto escalão do grupo extremista e "desempenhou um papel fundamental na gestão das operações ilícitas do EI nos campos de gás e petróleo", uma "fonte-chave de renda" da organização.

Durante a operação terrestre, Abu Sayyaf morreu "ao enfrentar as forças americanas", acrescentou a porta-voz


As forças americanas não sofreram baixas no ataque, segundo a mesma fonte, que não informou quantas pessoas participaram, ou quais unidades foram mobilizadas para a missão.

A incursão "permitiu libertar uma jovem yazidi (minoria de língua curda), que parecia ser escrava do casal", relatou Meehan.

Uma operação com "tropas no terreno" é um recurso pouco comum por parte dos Estados Unidos, que têm combatido o EI com bombardeios aéreos na Síria e no Iraque.
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