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Flagrante mostra precariedade na saúde do Ceará

De um lado, crianças. Do outro, adultos. Ninguém está imune aos problemas da saúde pública do Ceará. Um produtor da TV Cidade esteve no Hospital Albert Sabin (Hias) e no Instituto Dr. José Frota (IJF) na tarde desta terça-feira (12) e flagrou a situação em que os pacientes são atendidos nas duas instituições.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec), cinquenta crianças estão internadas nos corredores no Albert Sabin, o único hospital que atende crianças e adolescentes com doenças graves, crônicas, raras e de alta complexidade.

Ao conversar com um funcionário do hospital infantil, o produtor descobriu que existe um corredor com crianças internadas desde a última segunda-feira (11). Em outro ponto corredor, uma enfermeira acompanha menores que estão em estado de observação. Ao lado dos pacientes, familiares acompanham o atendimento. A situação é semelhante no Instituto Dr. José Frota (IJF).

No total, o número de pessoas que são atendidas nos corredores dos hospitais públicos de Fortaleza já passa de 429. O levantamento foi iniciado em 21 de abril pelo Simec. Os dados levam em consideração cinco hospitais estaduais e nove hospitais municipais.

Por meio de nota, o Albert Sabin informou que o motivo das internações nos corredores é resultado do “atual período sanzonal e aumento progressivo da demanda”.

Produtor flagrou superlotação no Hospital Albert Sabin. (Foto: Reprodução/TV Cidade )


Alguns médicos que atendem nas unidades públicas alegam que a falta de estrutura nos postos de saúde de Fortaleza, provocam uma sobrecarga nos grandes hospitais. Segundo Mayra Pinheiro, presidente do Simec, faltam itens básicos como luvas e seringas no Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Algumas cirurgias tiveram que ser canceladas, por falta de condições para realiza-las. Mayra denuncia que alguns medicamentos são levados para os hospitais pelos profissionais que trabalham.

Foto: Reprodução/TV Cidade


Mayra alerta que a falta de estrutura complicou o surto de sarampo no Ceará. Este ano, foram 107 casos registrados. Desde 2013, foram registrados 803. Como não existe condição para tratar todos os casos adequadamente, os casos apenas aumentam.

Sem secretário

Em meio a todos estes problemas, a Secretaria de Saúde do Ceará segue sem nenhum representante. Desde 4 de maio, Carlile Lavor entregou sua carta de demissão ao Governo do Estado. Porém, a saída foi confirmada apenas na última segunda-feira (11). Na última semana, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, visitou o Palácio da Abolição, mas Carlile não esteve presente. Procurada, a assessoria negou a ausência do ex-secretário.

Ministério da Saúde está repassando verbas

Nos últimos quatro anos, o Ministério da Saúde repassou quase R$ 1,6 ao Ceará, segundo divulgou o próprio órgão. Este ano, foram repassados R$ 179,4 milhões para a realização de atendimentos, exames e internações.

Confira o flagrante gravado pelo produtor da tv cidade canal 8:


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