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Sobram vagas de emprego no CE, algumas de difícil colocação

Contrariando as perspectivas negativas traçadas para 2015, apesar da redução no ritmo de crescimento da economia, o mercado de trabalho no Ceará continua aquecido. Além de existirem oportunidades de emprego disponíveis em várias regiões do Estado, são muitas as iniciativas de qualificação da mão de obra local, inclusive com cursos gratuitos, para facilitar a inserção da população nessas ocupações.
Dados do Sistema Sine/IDT apontam que nos últimos meses o saldo de empregos formais, que corresponde a diferença entre demissões e admissões no Estado, vem melhorando, indicando que mercado de trabalho começa a reagir, em detrimento do cenário econômico atual. Paralelamente, o setor produtivo vem gerando vagas - alguma delas de difícil colocação, seja pela necessidade de qualificação ou mesmo por não despertarem o interesse dos trabalhadores.

Profissionais procurados
Dentre os postos com mais dificuldade de preenchimento nas unidades do Sine/IDT, distribuídas por seis regionais atendidas pelo órgão no Estado (Fortaleza, Metropolitana, Norte, Leste, Sertão Central e Sul), estão empregos de cabeleireiro, maître, marceneiro, serralheiro, supervisor de produção, técnico de enfermagem, tosador de animais, ajudante de carga e descarga, motoboy com moto, soldador, supervisor de manutenção industrial, técnico de enfermagem do trabalho, técnico em edificações - estes concentrados, principalmente, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Na Regional Sertão-Central, que compreende uma extensa área com 39 municípios, dentre eles Canindé, Quixadá, Quixeramobim, Tauá e Crateús, sobram vagas de carpinteiro, chefe de cozinha, cozinheiro, ferreiro, operadores de equipamentos pesados, pedreiro e recepcionista de motel.
Já nos 40 municípios da Regional Sul, que inclui as cidades do Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte e Iguatu, o maior desafio é captar profissionais para atuarem nas funções de cuidador de idoso, mecânico de máquina industrial, operador de empilhadeira, operador de injetora, pedreiro, servente de obras, carpinteiro e eletricista predial, técnico de edificações e técnico de enfermagem.
Respectivamente com 44 e 22 municípios, as regionais Norte e Leste do Estado enfrentam dificuldades para contratar profissionais como mecânico de ar-condicionado, técnico em manutenção de equipamentos em informática, técnico em manutenção de equipamentos industriais, chefe de manutenção mecânica de sistemas operacionais, cortador de tecido, instrumentista de precisão, mecânico de caminhão, mecânico de máquina de costura, mecânico de motos, representante comercial autônomo, além de funções recorrentes noutras regionais como cabeleireiro, cozinheiro de restaurante, operador de empilhadeira e também de soldador.
Segundo afirma o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Antônio Gilvan Mendes de Oliveira, em alguns casos de oferta de emprego, a dificuldade resulta de uma seletividade maior por parte dos trabalhadores. Noutros, se deve a falta de qualificação desejada pelas empresas.
"Atividades como motorista de ônibus, trocador, frentista, mototaxista, camareira e recepcionista de motel, ajudante de carga e descarga são consideradas inseguras ou pesadas. E muitas pessoas, especialmente os jovens, não estão se submetendo mais a esses tipos de funções", explica o presidente.
Em contrapartida, vagas de cozinheiro, chefe de cozinha, técnico em enfermagem do trabalho, cabeleireiro, técnico em edificações, cuidador de idosos, soldador, eletricista e mecânico são de difícil colocação por diferente motivo, segundo ele, "são postos que exigem qualificação técnica e para as quais faltam profissionais em todas as regiões do Estado. Por isso a gente sempre procura divulgar o máximo essas dificuldades, com a intenção de que instituições que trabalham com qualificação façam o planejamento da oferta de cursos com base nas demandas do mercado".
Iniciativa
Conforme o presidente do IDT, uma iniciativa para viabilizar a inserção e a melhorar empregabilidade dos trabalhadores que passam pelo órgão são as oficinas de orientação para o trabalho realizadas nas unidades do órgão espalhadas pelo Estado.
"Nossa intenção é mostrar a realidade do mercado de trabalho local nessas oficinas. Elas são voltadas para jovens que buscam o primeiro emprego, mas também para aqueles que não conseguem se empregar. Basta se dirigir a uma de nossas unidades e se inscrever com a recepcionista. Ela incluirá o nome do trabalhador na lista e avisará quando for marcada a data da oficina. Ter empregabilidade não é conseguir um emprego, mas se manter nele", observa.
Ângela Cavalcante
Repórter
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