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Papa cobra 'ação imediata' para salvar o planeta do aquecimento global


O papa Francisco cobrou nesta quinta-feira ações imediatas para salvar o planeta da ruína ambiental, fazendo um apelo aos líderes mundiais para ouvirem "o grito da terra e o grito dos pobres" e colocando a Igreja Católica no meio das controvérsias políticas sobre as mudanças climáticas. No primeiro documento papal dedicado ao meio ambiente, o Francisco pede por uma "ação decisiva, aqui e agora" para deter a degradação ambiental e o aquecimento global, diretamente apoiando cientistas que dizem ser provocado principalmente pela ação humana. Na encíclica "Laudato Si [Seja Louvado] - Cuidados de Nosso Lar Comum", Francisco pede por uma mudança do estilo de vida nos países ricos de uma cultura de consumo "descartável" e o fim de "atitudes obstrucionistas" que às vezes colocam o lucro acima do bem comum.
Como Francisco disse que quer influenciar a cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em Paris em dezembro, a encíclica consolida ainda mais seu papel como figura diplomática global, na esteira de sua mediação da reaproximação entre Cuba e os EUA no final do ano passado. A maioria das encíclicas é dirigida aos católicos, mas Francisco repetiu nesta quinta-feira que deseja alcançar um público mais amplo. "Este nosso lar está sendo arruinado, e isso prejudica a todos, especialmente os pobres", escreveu ele na encíclica. "O meu apelo é por responsabilidade, peço a todos que recebam este documento de espírito aberto", completa.
Nas 192 páginas do documento, o papa é incisivo em suas críticas contra a ação do homem na mudança climática, o que lhe rendeu a ira dos conservadores céticos, incluindo dois pré-candidatos republicanos à Presidência dos Estados Unidos. Jeb Bush, católico, disse: "Minha política ambiental e econômica não vem dos meus bispos, de meus cardeais ou de meu papa". Apesar das críticas, a postura que o papa cobra dos católicos em relação à mudança climática está sendo bem acolhida em diferentes setores da sociedade.
O documento está sendo considerado pelos vaticanistas como é o mais controverso desde que a encíclica "Humanae Vitae" (Da Vida Humana), publicado pelo papa Paulo VI em 1968, ratificando a proibição dos métodos contraceptivos na Igreja.

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