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Controle de rádios e TVs por religiosos é distorção de decreto, diz FHC

Um debate promovido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a legalização das drogas realizado na terça (24) foi amplamente comentado nas redes sociais. Junto com FHC, estavam o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), o criador do portal de humor Porta dos Fundos Gregorio Duvivier, o médico Drauzio Varella e o ex-deputado Eduardo Jorge, candidato à Presidência em 2014 pelo PV.

Com viés claramente esquerdista, o tem da conversa entre eles apenas reproduziu tudo o que defendia o documentário “Quebrando o Tabu” (2011), que tenta mostrar a liberação como solução para o problema da drogadição no país.

Entre os assuntos comentados, um chama atenção em especial. As queixas sobre o avanço da chamada “pauta conservadora” no país. Apenas reproduziu-se o mantra da mídia que a “culpa” disso é da bancada evangélica, que por sua vez só existe por causa do crescimento do percentual de evangélicos na nação.

Ao ouvir de Jorge que a atual composição do Congresso é a “pior que tem”, FHC cravou: “Espere o próximo”.

O argumento do ex-presidente é que, em parte, esse aumento do número de deputados ligados a igrejas deve-se ao “controle” de grupos religiosos sobre meios de comunicação. Para Fernando Henrique, isso é “distorção enorme” de decreto de 1995, assinado por ele e que introduzia editais e licitações na área.

“A distribuição dos canais de rádio e de televisão era uma faculdade do presidente da República. E era usado como moeda de troca. O ministro das comunicações dava, especialmente aos parlamentares. Ganhavam rádios, ganhavam televisão a troco de apoio político. Então eu resolvi acabar com isso”, explicou. “Fiz um decreto dizendo que tem que haver licitação”, asseverou.

A partir daí, surgiram muitas rádios comunitárias que o governo Lula “teve interesse de doar para setores especiais para poder ter apoio de segmentos da população”. Para FHC, as igrejas usam indevidamente a imunidade tributária.

“Então não têm que pagar imposto e têm dinheiro e vão lá e compram [emissoras ou espaços nas emissoras]. Há uma distorção enorme”, disparou.

O encontro promovido por FHC atacou diversos temas que são controversos no Brasil, como regulamentação das drogas, aborto e planejamento familiar, maioridade penal e Estado laico.

A escolha dos convidados para o debate apenas comprova que o PSDB tem muito mais em comum com o PT do que a maioria dos eleitores gosta de admitir. Se um dia o partido já foi identificado com “direita”, Fernando Henrique fez questão de esclarecer que isso não é mais possível. Com informaçõesFolha de SP
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