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Consumidor Ainda Resiste à Alta Do Feijão

A primeira reação dos consumidores que vão ao supermercado comprar feijão é de susto. O produto pode ser encontrado nas gôndolas dos supermercados por R$ 10,90. Consideram o preço absurdo, especialmente o tipo carioca ou carioquinha, que subiu muito (16,38%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), índice que serve de prévia para a inflação de junho). A dificuldade maior é o hábito. A maioria não quer trocar o carioca pelo feijão de corda, fradinho ou preto, que custam mais barato.

O Governo autorizou a importação de feijão preto de países do Mercosul, China e México mas nem isso deve resolver. O presidente dos Mercadinhos São Luiz, Severino Ramalho Neto, diz que lidar com esse tipo de alta não é fácil. “Não é bom para o varejo porque foge a normalidade”, comenta, ressaltando que as vendas já diminuíram.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Ivan Assunção, afirma que apesar do preço elevado não tem como a maioria dos estabelecimentos repassar. Ele explica que quando é feita a ficha técnica de um prato é calculado o custo dos componentes e o que mais pesa são as proteínas. “O feijão não tem um impacto tão grande e um aumento, mesmo que dobre de preço, não justificaria um repasse”, diz. Uma exceção poderia ser um restaurante que tem como carro-chefe esse produto. Normalmente, remarcação de preços nos cardápios são feitas uma vez por ano.

Consumidor

Quem tem que se desdobrar para manter o feijão na mesa é o consumidor. O aposentado Davi Arcanjo considera o preço absurdo. “Vamos sacrificar o salário porque é um alimento indispensável na nossa mesa”.

A administradora Lucilany Queiroz diz que depois do susto comprou porque as filhas Amanda e Maria Sofia gostam muito do feijão carioca. Ela afirma que se passar dos R$ 10,90 vai avaliar se pode substituir.

O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Lüders, diz que a população vai ter que conviver com preço alto até o final deste ano, porque não existe oferta suficiente. A importação ameniza mas não resolve a maior crise dos últimos 30 anos. “Não há 500 mil toneladas de feijão para trazer”. O consumo de feijão no Brasil chega a 3,4 milhões de toneladas.

NÚMEROS

16,93%

foi a elevação de preço do feijão tipo carioca, segundo inflação para junho

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