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PCC cria clima de tensão na segurança do Rio de Janeiro




Os serviços de inteligência dos órgãos de segurança pública do Rio de Janeiro estão em estado de alerta desde sexta-feira. Segundo informações obtidas pelo site de VEJA, quase uma centena de criminosos da maior facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), foram transferidos das unidades nas quais estavam presos. O motivo é o fim de uma aliança de quase duas décadas com a principal quadrilha carioca, o Comando Vermelho. A preocupação da polícia agora é que o racha cause futuras guerras pelo controle das rotas de abastecimento de drogas e armas e, claro, de favelas.



As transferências começaram anteontem e, somente da Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, no Complexo de Gericinó, zona Oeste da cidade, 25 detentos foram para outras unidades, além de 11 do Vicente Piragibe, onde o sistema é semi-aberto. Entre os transferidos está a principal liderança do PCC no Rio de Janeiro, Ronny Faria e Silva, o Roninho, preso em Cabo Frio em fevereiro de 2014.
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O traficante estava na galeria B7 da Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, conhecida como Bangu 3. É de lá que saem praticamente todas as decisões do Comando Vermelho, já que é a cadeia onde estão as lideranças que integram o conselho da facção. Roninho deixou a unidade e seguiu para Bangu 4 (Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho), que abriga integrantes da facção rival Amigos dos Amigos (ADA). “Resta saber agora se essa nova aliança será apenas para fornecimento de droga e arma ou se o PCC vai dar apoio nas guerras também”, diz um integrante da cúpula da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Em São Paulo, integrantes do Comando Vermelho que lá estão presos foram obrigados a pedir transferência para unidades neutras. “Pelo menos não houve um nabo de sangue. Eles simplesmente pediram para sair. A ordem é para que essa separação aconteça em todas as cadeias do Brasil”, completou.

O mais surpreendente é que, em junho passado, PCC e CV estavam aliados em uma sangrenta guerra pelo controle do tráfico na fronteira com o Paraguai. Na ocasião, as duas quadrilhas mataram o mais poderoso traficante do país vizinho, Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos, na cidade de Pedro Juan Caballero, com mais de 100 tiros.

A Seap, através de nota, se recusou a falar sobre o episódio. Informou apenas que “está adotando as medidas necessárias e por questões de segurança” não dará maiores informações.
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