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"Em momentos obscuros nos firmamos na Palavra de Deus", diz Trump sobre tiroteio na Flórida


Na última quinta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ofereceu as suas condolências para as famílias das 17 pessoas que morreram no tiroteio na escola, ocorrido no dia anterior, na cidade de Parkland, a norte de Miami, Flórida.

"Hoje lamentamos por todos aqueles que perderam suas vidas", disse o presidente. "Nenhum pai deveria ter que temer por seus filhos e filhas quando eles os der um beijo de até logo pela manhã".

"Cada pessoa que nos foi roubada ontem tinha uma vida plena pela frente, uma vida cheia de beleza, potencial ilimitado e promessas", continuou ele. "Cada pessoa tinha sonhos para realizar, amor para dar e talentos para compartilhar com o mundo. E cada um tinha uma família para quem eles significavam tudo no mundo".

Ele assegurou à cidade que toda o país está orando pelas vítimas e suas famílias "com um coração pesado".

"Nestes momentos obscuros de mágoa, nos firmamos na Palavra de Deus: 'Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; eu o curarei", disse Trump, citando um trecho de 2 Reis 20:5. "Confiamos nessa promessa e nos apegamos aos nossos compatriotas em seu tempo de tristeza".

O presidente também assegurou à população norte-americana que ela não está desamparada, mesmo diante de momentos tão assustadores.

"Eu quero falar agora diretamente aos filhos dos Estados Unidos, especialmente aqueles que se sentem perdidos, sozinhos, confusos ou até mesmo assustados: quero que vocês saibam que você nunca estão sozinhos e nunca estarão. Vocês tem pessoas que se preocupam com vocês, que amam vocês e que farão qualquer coisa para protegê-los. Se precisarem de ajuda, consultem um professor, um membro da família, um policial local ou um líder de fé", afirmou.

Trump anunciou que planeja visitar Parkland para se encontrar com as famílias das vítimas do tiroteio nos próximos dias.

O suposto atirador teria sido um antigo estudante órfão de 19 anos na escola, que teve um passado problemático. Estudantes e professores dizem que viram sinais de advertência, que ele representava um perigo para a escola.

Trump, que sugeriu que o adolescente estava "perturbado mentalmente", prometeu trabalhar com as autoridades para abordar a questão da saúde mental e que tornar as escolas mais seguras será sua "prioridade máxima".

"Nossa comunidade está trabalhando com as autoridades locais de aplicação da lei para investigar o tiroteio e descobrir tudo o que podemos. Estamos empenhados em trabalhar com líderes estaduais e locais para ajudar a proteger nossas escolas e enfrentar a difícil questão da saúde mental", disse o presidente.

O presidente Trump está exortando todos a responderem à tragédia da última quarta-feira não com ódio, mas sim "responder ao ódio com amor" e à "crueldade com bondade".

"Devemos trabalhar juntos para criar uma cultura em nosso país que abraça a dignidade da vida", adiantou Trump.

Enquanto isso, o atirador enfrenta 17 acusações de assassinato premeditado, depois de desencadear o mais mortal dos tiroteios em escolas dos EUA em cinco anos.
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