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Mensagem de Páscoa do papa defende ‘perseguidos’, mas não identifica perseguidores




O papa Francisco fez neste domingo de Páscoa sua tradicional mensagem Urbi et Orbi [Para a cidade e para o mundo] na Basílica de São Pedro. No breve sermão, o pontífice destacou “os dramas que martirizam populações” em diversas partes do mundo.

Além de falar sobre o sofrimento diários das crianças e idosos em diversas partes do mundo, e lembrar as guerras em países como Iêmen e Sudão do Sul, o líder máximo dos católicos apontou uma série de conflitos e perseguições no planeta, mas ignorou os causadores dessas crises humanitárias.
Síria

Ao falar sobre a “amada e martirizada Síria, cuja população está exausta por uma guerra que não vê fim”, Francisco pediu que “a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que coloquem fim imediatamente ao extermínio em andamento”, respeitando o direito humanitário aos “nossos irmãos e irmãs que têm necessidade urgente” e assegurando condições adequadas para o retorno dos deslocados.


Porém, ignorou o fato de que, em grade parte, o conflito sírio tem raízes no radicalismo islâmico, que persegue cristãos e minorias como os yazidis, além de colocar forças militares sunitas contra xiitas.
Terra Santa

O Papa desejou “frutos de reconciliação” o Oriente Médio, em especial para a Terra Santa – “também nestes dias ferida por conflitos” que não poupam os inocentes. Pediu ainda “o diálogo e o respeito recíproco prevaleçam sobre as divisões e sobre a violência” e que “nossos irmãos em Cristo, que não raro sofrem abusos e perseguições, possam ser testemunhos luminosos do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal”.


Novamente, preferiu não mencionar a perseguição aos cristãos nos territórios palestinos, onde eles são impedidos de cultuar livremente. Ele não especificou quem seriam os “inocentes”, embora o governo de Israel tenha identificado que dos 17 mortos nos conflitos desde sexta-feira, 10 eram membros do grupo terrorista islâmico Hamas.

Embora tenha reconhecido que os cristãos “sofrem perseguição”, mas não identificou quem são os perseguidores. Na ranking anual de perseguição da missão Portas Abertas, os Territórios Palestinos ocupam o 36º lugar.
Península coreana

Francisco também pediu “Frutos de diálogo” para a Península coreana, para que as negociações em andamento “promovam a harmonia e a pacificação da região”, e que os responsáveis diretos “ajam com sabedoria e discernimento” para promover o bem do povo coreano.

Não mencionou, contudo, que a Coreia do Norte é um governo comunista e que esse regime só é sustentado graças ao apoio da também comunista China.

Venezuela

Ao falar sobre o povo venezuelano, o pontífice suplicou “frutos de consolação”, clamando para possa ser encontrado “o caminho justo, pacífico e humano para sair o mais rápido possível da crise política e humanitária” e que “não faltem acolhida e assistência àqueles, entre os seus filhos, são obrigados a abandonar o próprio país”.

Mesmo assim não há menção de que o causador da crise é um governo comunista. Nicolás Maduro, inclusive, já pediu para que Francisco servisse como mediador nas conversas com grupos de oposição. Em outras ocasiões, a Santa Sé já manifestou insatisfação à postura de Maduro, mas nunca condenou abertamente a perseguição polícia, a morte de opositores e a fome resultante do regime chavista.

No final, o tom da mensagem foi de esperança. “A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição”, lembrou o papa. Contudo, chama a atenção o fato dele evitar uma abordagem direta das causas dos problemas para o qual pede solução. Com informações de Vatican News
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