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Você não deve lembrar-se dele, a não ser que seja um fã assíduo do ministério Diante do Trono. Jota é um cantor gospel que fez parte do ministério da Lagoinha comandado por Ana Paula Valadão, e chegou, inclusive, a gravar o álbum “Exaltado” com o grupo, sucesso em 1999.

Jota lembra que sua caminhada no Diante do Trono serviu para preencher a lacuna deixada por André Valadão, que na época precisou se ausentar dos compromissos com o ministério para viajar: “O Pastor André Valadão precisou ir para os Estados Unidos estudar e nas turnês a Ana Paula Valadão começou a me colocar para substituir ele. Quando foi para gravar o ‘Exaltado’ eu já entrei como vocalista principal”, lembra ele.


Após a exposição causada pela participação nos trabalhos do Diante do Trono, o cantor passou a receber convites para se apresentar em outros lugares, como também produzir jingles e outros diversos materiais: “Foi nesse momento que eu comecei a viajar pelo país. O pessoal me conhecia como Josélio do Diante do Trono e nesse tempo fui pregar em um congresso de louvor e adoração da minha cidade, em Ipatinga. O Espírito Santo disse claramente para eu ficar e multiplicar aquilo que eu havia recebido. Infelizmente foi nesse tempo que o diabo me encontrou. Eu comecei a fazer propagandas de rádio, vinhetas para TV e foi inevitável. Você está dentro de um estúdio e chega o cantor da banda tal e pedia que eu fizesse back vocal”, conta.

Jota lembra que de pouco a pouco ele começou a se afastar das doutrinas evangélicas, e passou a ter vida e comportamentos de pessoas que vivem fora da igreja, e isso o afastou de Deus: “Então um back vocal aqui, o lançamento de um CD alí, um coquetel de uma banda acolá e eu fui vislumbrando como seria se estivesse naquele lugar. ‘Será que aqui eu não gravaria meu CD ou encontro uma gravadora poderosa? Davi diz que um abismo chama outro abismo. Então eu percebi isso, fui no caminho secular, ia para festinhas seculares, para o meio de amigos seculares. O arraial do Senhor foi ficando a minha segunda opção e o meio secular foi virando o meu lugar habitual. Conhecia alguém que bebia, alguém que fumava, alguém que cheirava…”, comenta.


Ele disse que começou até a fazer programas para conseguir sustentar seu vício nas drogas: “Daí para frente eu fui cedendo e foi álcool, cigarro, maconha, cocaína, crack, ecstasy, drogas sintéticas e isso custa caro. Eu era um rapaz de classe média baixa não podia sustentar aquilo. Então eu hibernei na academia para moldar o meu corpo e comecei a fazer programa, porque eu trocava meus favores sexuais por droga, bebida, para entrar nas boates. Fui para a homossexualidade, me tornei cafetão e traficante”, revela.

Mas em um determinado momento de sua vida, não fazia mais sentido seguir com um projeto de carreira que não o satisfazia, e que era muito diferente do que ele imaginava merecer: “Como eu trabalhava em estúdio, pegava muito serviço de cantores evangélicos. Então eu estava sempre cantando louvores. Quando eu cheguei no fundo do poço, onde eu estava tendo relacionamento com homens e minha mãe estava doente de decepção, até os meus irmãos se afastaram de mim, eu estava devendo milhares para traficantes. Eu disse ‘tá errado, eu não sou esse cara, eu não nasci para isso’. Foi quando um casal de amigos me chamou para ir a uma igreja”, lembra.

Jota Ramalho foi então convidado para ir a Igreja do Evangelho Quadrangular para um culto, onde hoje em dia ele é membro. “Nesse culto fui tão confrontado pela Palavra que eu achei que alguém tinha contado a minha história para o pastor. No dia 9 de março de 2014 resolvi mudar de vida.”


O cantor gospel hoje compõe músicas cristãs que retratam a sua caminhada, e que ele espera ajudar outras muitas pessoas. Assista abaixo o testemunho dele na íntegra:

Tadeu Ribeiro
tadeuribeiro@portaldt.com
As informações são do portal Guiame.
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